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sexta-feira, 11 de março de 2016

Libertadores 2016 - Rodada #02 - River Plate 1x1 São Paulo


Não foi a atuação dos sonhos, mas o São Paulo ao menos teve a postura que seu torcedor quer ver. O time mostrou “espírito de Libertadores”. Competitivo, soube neutralizar o River Plate. Poderia ter deixado Buenos Aires com um resultado melhor do que o empate por 1 a 1 se não fossem os erros de arbitragem e a falha do goleiro Denis.

O Tricolor contrariou os prognósticos. A delegação que saiu desacreditada do Brasil mostrou estar viva para a sequência na Libertadores. É lógico que alguns ajustes precisam ser feitos, como a dificuldade para permanecer com bola nos pés. Mas a impressão é de que o time do Morumbi encontrou um caminho a seguir. 

No Monumental de Nuñez lotado, a falta de confiança pesou nos minutos iniciais. A bola queimava nos pés dos são-paulinos. Erros de Thiago Mendes e Mena no campo de defesa quase permitiram com que o River Plate abrisse o placar, Denis e o travessão salvaram a equipe brasileira antes que o ponteiro marcasse 10 minutos de bola rolando. 

Mas o São Paulo respirou. Carlinhos sofreu falta no campo de ataque aos 17 minutos e colocou a bola na área. Lugano brigou com a zaga e a sobra ficou com Ganso. O camisa 10 emendou um belo chute e guardou no fundo das redes. Contrariando os prognósticos, o Tricolor vencia por 1 a 0 em Buenos Aires 

A alegria não durou muito. Com dois pontas abertos, o River segurava os laterais são-paulinos. Os volantes Hudson e Thiago Mendes ficavam sobrecarregados na marcação. A velocidade argentina preocupava, mesmo com a zaga formada por Maicon e Lugano levando vantagem em quase todos os lances.

Após escanteio cobrado pela esquerda, Denis saiu mal e deu um soco para baixo. A bola acertou Thiago Mendes e voltou para as redes. O River Plate deixava tudo igual, e o São Paulo teria ainda mais motivos para se lamentar. 

Na origem do lance, Calleri sofreu falta clara quando o arqueiro Barovero estava fora do gol e o Tricolor poderia ampliar. Já no final do primeiro tempo, o atacante argentino invadiu a área e foi derrubado pelo adversário. O árbitro novamente ignorou a infração.

Calleri, aliás, se candidatou a nome do jogo mesmo antes do apito inicial. Ex-jogador do River Plate, recebeu vaias a cada vez que tocou na bola. Em uma dessas ocasiões, já no segundo tempo, deveria ter caprichado mais. O cruzamento de Mena foi perfeito, o atacante chegou inteiro, mas desperdiçou o que seria o gol da vitória.  

Calleri decepcionou, diferentemente de Ganso. Não só pelo gol. O meia era o único são-paulino que conseguia segurar a bola no campo de ataque, organizando as jogadas ofensivas. Confiante, proporcionou belo lance ao ser pressionado pela marcação adversária.

O River foi melhor na etapa final. Gallardo apostou em D’Alessandro, que pouco fez nos 35 minutos em que participou do jogo. No campo de defesa durante a maior parte do tempo, o São Paulo teve disciplina. A pressão argentina se limitou a bolas alçadas na área. Maicon e Lugano seguiram mostrando segurança, e Denis, desta vez, foi bem quando exigido. 


O São Paulo foi competitivo até o apito final. A equipe de Bauza brigou em todos os lances, deu carrinho quando precisou e não se intimidou com o rival. Era Libertadores. A postura em campo convenceu. Os erros deixaram a impressão de que o resultado deveria ser melhor. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Campeonato Paulista 2016 - Rodada #08 - São Paulo 1x3 São Bernardo


Se esse era para ser o teste antes da Libertadores será melhor então cancelar a viagem para Buenos Aires para não passar mais vergonha. Com uma atuação pavorosa no segundo tempo o São Paulo perdeu do São Bernardo e piora o sentimento do torcedor com o futuro do time.

Começando fora de campo: Sem usar o Morumbi por tempo indeterminado graças a complicação de uma reforma que era para ser menor que a executada, o Tricolor voltou a atuar no Pacaembu.


Falando em primeiro tempo, até que ele não foi ruim. Apesar do pênalti bisonho perdido por Calleri, o time até se portou razoavelmente bem em campo e teve melhor proposta que o adversário, mesmo sofrendo alguns contra-ataques perigosos. Tanto é que Lugano e Rodrigo Caio foram destaques, além de Ganso, claro. O camisa dez jogou mais perto da grande área e acertou um lindo chute, que determinou o primeiro gol.



Na segunda etapa, um desastre total. O time inexplicavelmente viu o bem organizado adversário crescer em campo até marcar o gol do empate. Para complicar, Bauza mexeu muito mal por três vezes. Em uma delas tirou Thiago Mendes que, apesar de não estar bem neste ano, ainda servia para fazer a transição das jogadas. Ganso foi recuado e o vácuo entre o meio e o ataque da partida contra o Strongest novamente foi escancarado. Chegamos ao ponto de termos quatro homens de frente de costas para o gol adversário, esperando chutões de tudo quanto era jeito. O gol contra de Bruno só coroou a catastrófica apresentação.

Bauza e seus comandados tiveram péssimo dia e mereceram receber as vaias do torcedor. Mas, pior que eles, é nosso comando que merece faz tempo uma sonora vaia. E parece que ele não dá indícios de grandes mudanças. Parece que nada mudará em termos de cobrança, mesmo com esse futebol apático. Agora o que resta é torcer e rezar dez terços antes do jogo em Buenos Aires. Para complicar tem clássico no domingo. No Pacaembu, é claro!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Campeonato Paulista 2016 - Rodada #07 - Ponte Preta 1x0 São Paulo


O São Paulo conheceu sua segunda derrota no Campeonato Estadual. E mais uma vez fora de casa. Com um gol de Reinaldo, fazendo valer mais uma vez a "Lei do Ex", a Ponte fez o dever de casa e saiu com os três pontos.

Mais uma vez a derrota Tricolor foi merecida. Ganhou quem teve mais organização e vontade dentro de um jogo mediano de ambas as equipes. O São Paulo novamente escancara ao seu torcedor que não vale a pena confiar no time. Com criatividade medíocre e pontaria que beirou ao ridículo, a equipe continua batendo cabeça e enervando a coletividade Tricolor.

A defesa com Lugano e Maicon mostrou-se segura. Mas o meio-campo e o ataque não mostraram ao que veio em Campinas. Mais uma partida pífia de Thiago Mendes e Ganso, que comprometem seguidamente o setor. Falta velocidade e movimentação para gerar oportunidades aos atacantes. Já o ataque, com apenas Calleri na maior parte do tempo não tem condição de receber bolas para o gol. O argentino é bom, erra, acerta e tem garra para brigar por todas, mas daqui a pouco vai 'desencanar' assim como muitos desencanam deste São Paulo dos últimos tempos. Vale dizer que Hudson, Michel Bastos e Wesley, mesmo não comprometendo, fazem parte do 'time burocrático' do Tricolor: não defecam nem saem da moita.

A responsabilidade da apatia coletiva também passa pelas decisões do nosso técnico neste início de temporada. Ou Bauza toma uma atitude que vai de encontro com sua filosofia de jogo ou morrerá na praia assim como todo esse elenco requentado do ano passado. O São Paulo ainda está longe de ser um Tricolor de glórias que estávamos acostumados. E a luz no fim do túnel ainda está pequena.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Campeonato Paulista 2016 - Rodada #06 - São Paulo 2x0 Novorizontino


Pouco público, muito apito e pouco futebol no Pacaembu. Mesmo com uma atuação fraca, o São Paulo o Novorizontino, estabilizando-se no estadual. A meta agora é evoluir coletivamente para a Libertadores.

Muito mexido e sem um criador de ofício, a equipe sentiu falta de jogadas para a finalização de seus atacantes. O time fez o gol cedo e sofreu demais para fazer o segundo tento, que definitivamente matou o jogo. Todas as jogadas morriam no meio-campo. Muito chutão para frente e pouca descida organizada. O time até teve de aceitar o avanço das linhas do adversário em seu campo na segunda etapa. Só depois da entrada de Ganso a equipe conseguiu tomar as rédeas do jogo, mesmo com todo o contra-ataque do Novorizontino a sua disposição. 



Três pontos para se destacar. O primeiro: Michel Bastos, ainda em péssima fase, foi marcado praticamente o jogo todo pela torcida organizada, mas após o gol de pênalti fez questão de chamar todos os companheiros para comemorarem juntos. E todos foram, prova que o grupo está unido. Se Michel é culpado ou não por uma suposta crise interna de elenco; o fato é que o elenco claramente está ao lado dele. É para se pensar. 

Segundo ponto: se está ruim com Ganso, é ainda pior sem ele. Ou melhor: muito pior sem ele. O camisa dez pode não estar rendendo o que o torcedor ainda sonha, mas sem ele em campo o time não vira. Wesley não é armador, nem João Schmidt. Bauza poderia ter experimentado Daniel, já recuperado de lesão, mas a vida do Tricolor só melhorou com a entrada de Ganso. É para se pensar.

Último ponto: excelente estréia do Maicon. Tá certo que foi o Novorizontino, mas é muito bom ver um zagueiro "zagueiro" na nossa linha defensiva. Alto, forte e sério, Maicon foi um dos destaques em campo e eu já o credencio a vaga de titular, ora com Rodrigo Caio, ora com Lugano. Ou até mesmo os três, com Rodrigo fazendo o falso zagueiro. É para se pensar.

Vamos que vamos. Foi uma vitória magra. Que Bauza dê mais solidez nessas linhas de campo e que o Tricolor aproveite bem o tempo que tem até o dia 10, data do jogo contra o River na Argentina.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Campeonato Paulista 2016 - Rodada #05 - São Paulo 1x0 Rio Claro


Mais uma vez não houve bom futebol no Pacaembu. Mesmo assim, com um gol do Rodrigo Caio, o São Paulo passou pelo Rio Claro de Alex Silva, pelo Paulista 2016. 


O jogo foi marcado por um protesto pacífico feito pela torcida Independente e também pela reestréia de Lugano com a camisa Tricolor. Bauza sacou Michel Bastos e colocou Carlinhos para atuar pela esquerda da equipe. De resto, com exceção de Lugano, foi praticamente o mesmo time dos últimos jogos. Até Hudson, que saiu no intervalo do jogo de quarta-feira acusando uma lesão, jogou normalmente.

Novamente vimos uma equipe desconectada em campo. Apesar de tomar as ações do jogo durante praticamente todos os noventa minutos, ainda há um buraco entre o meio-campo e o ataque. Carlinhos, Caleri e Centurión na maior parte das vezes ficam de costas para o gol, esperando o avanço do meio que poucas vezes acionou de forma eficiente o ataque. Falta movimentação coletiva para envolver as defesas adversárias. O Rio Claro é fraquinho e, salvo as bolas paradas na área, praticamente não ofereceu perigo. Se fosse uma equipe mais qualificada seria mais um jogo perigoso para o Tricolor. Bauza tem obrigação de melhorar essa fluência de jogo.



Além do coletivo ainda pouco sintonizado, é notório que algumas peças não estão rendendo há algum tempo. Mais uma vez Centurión não justificou a presença na direita e Thiago Mendes, que foi um monstro no ano passado, mais uma vez se mostrou tímido naquilo que melhor fez em 2015: apoiar o meio campo, sobretudo ajudar o tão bem marcado e pouco móvel Ganso.


De positivo temos que louvar a estréia segura de Lugano, bem amparado pelo sistema defensivo e as boas partidas de Rodrigo Caio e Hudson. O uruguaio parece que se preparou bem nos últimos dias. Sua experiência será de grande valia.

É fato que o Rio Claro foi um adversário que pouco ameaçou o São Paulo, mas o importante era vencer para dar um pouco de tranquilidade e sequência ao trabalho. Será preciso muito mais suor e dedicação para que esse time seja visto com olhos de esperança pelo torcedor. Ainda há muito trabalho pela frente.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Libertadores 2016 - Rodada #01 - São Paulo 0x1 The Strongest


Pesadelo no Pacaembu. Com um gol de jogada ensaiada e todos os méritos, o The Strongest fez chover no Pacaembu e venceu o São Paulo na estréia da fase de grupos da Libertadores. Os jogadores terão muito trabalho para reverter o estrago causado pela surpreendente derrota.

Todos os especialistas em grandes desastres como os aéreos que vez ou outra acontecem no mundo dizem que eles acontecem devido a uma soma de fatores. No caso do desastre Tricolor eles foram muitos: o jogo 'perfeito' do adversário, a mexida catastrófica de Bauza no intervalo e a já conhecida apatia do elenco, desde o ano passado com um carimbo de derrotado na testa de cada jogador.

O The Strongest não é nenhum esquadrão, mas está longe de ser considerado um clube azarão no grupo Tricolor. Apesar de nunca ter chegado nas oitavas da Libertadores, é um time que sabe jogar com a limitação que tem e evoluiu muito fora de seus domínios. É muito melhor que o Cesar Vallejo, que já havia dado muito trabalho ao São Paulo. Os bolivianos vieram focados em duas linhas de quatro muito bem compactadas durante todo o jogo. Começaram para cima do São Paulo, com bola na trave e tudo e nas bolas paradas ofereceu perigo quando podia. Numa delas, a jogada ensaiada que resultou no gol da vitória. Mereceu vencer e quebrar um tabu histórico.


Já o Tricolor mostrou que coletivamente ainda está longe de ser uma equipe pronta para a competição. Bauza, contratado justamente por entender de Libertadores, errou feio ao modificar o esquema no intervalo para colocar Calleri junto com Kardec e criou um buraco  entre os volantes e os atacantes. Contundido, Hudson deu lugar para Calleri numa substituição muito estranha para os padrões do argentino, que até se desculpou ao constatar que Calleri e Kardec juntos não dá liga. Thiago Mendes e Ganso foram recuados e ninguem armou. O que se viu foi Michel Bastos, Centurión, Rogério, Kardec, Kieza e Calleri de costas para o gol, tentando na base alguma coisa. E o pouco que saiu ainda foi desperdiçado com chutes bizonhos de Michel e Kieza.

Por fim a falta de perfil desse grupo com o comprometimento e a dedicação tática e emocional que se deve ter numa Libertadores da América. Um jogo de Libertadores não é só tática e técnica. Ele é uma história, muitas vezes narrada com dramaticidade e o São Paulo, com três títulos no curriculum, não faz um bom tempo. O The Strongest em cinco minutos mostrou que não é o Água Santa e jogou com brio, usando os recursos que tinha no limite. Frieza, empenho e brio. Esse é o jogo. Essa é a competição. Gringos sabem trabalhar isso bem mais que os brasileiros. É preciso dar um choque de Libertadores nesse elenco, que já cansou o torcedor de tanta morosidade e falhas. Bauza tem obrigatoriamente que mexer no seu time titular e no brio dos jogadores, mas não dá para eximir a culpa desta fase nos últimos 10 anos de incompetência na administração de um dos clubes mais importantes do Brasil. Muda o canil, mas a cachorrada está sempre por lá. Pobre São Paulo, gerido e aconselhado por amadores e sangue-sugas de todas as espécies!

A situação após a derrota em casa é alarmante: Historicamente o The Strongest sempre ganha seus jogos na altitude de La Paz e com os três pontos em São Paulo chegaria no mínimo a doze pontos, isso se não roubar pontos dos demais adversários fora de casa. Se o 'normal' acontecer, a briga pela segunda vaga será entre River Plate e São Paulo, se considerarmos o Trullijo o azarão. Os próximos dois jogos do Tricolor serão fora de casa (Argentina e Venezuela) e o clube terá obrigação de buscar ao menos quatro pontos para não se complicar de vez na competição.

É possível? Claro, em se tratando de São Paulo e do histórico da Libertadores. O River, por exemplo, foi campeão se classificando na bacia das almas no ano passado. Mas será preciso muito trabalho e consciência de luta para que o ano não se inicie mais turbulento que o imaginado pelo torcedor. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quarto Reforço de 2016 - Calleri


Com mais de uma hora de atraso e poucas palavras, Jonathan Calleri desembarcou no aeroporto de Cumbica. O atacante será o quarto reforço do São Paulo na temporada, mas fez esforço para não falar como jogador do clube, já que o contrato não está assinado. Depois de relutar em dar qualquer opinião, cedeu e, rapidamente, fez elogios ao técnico Edgardo Bauza, citou três jogadores do grupo e revelou "gana pela Libertadores".

– É muito lindo, tenho gana pela Libertadores – disse o jogador de 22 anos ao ser questionado sobre a disputa do torneio.

Calleri confirmou que a intervenção de Bauza foi decisiva para colocar o São Paulo à frente do Atlético-MG na disputa por sua contratação. E, curiosamente, fez os maiores elogios àquele com quem, em tese, brigará por posição: Alan Kardec.

– Ele (Bauza) é um técnico vencedor, ganhou a Libertadores há dois anos e fez muito para que eu estivesse aqui. Eu vi muitas partidas do São Paulo, conheço o Centurión, tem o Diego Lugano, que foi um pilar muito importante para o Uruguai, o Alan Kardec é um jogador que gosto muito. Vamos tratar de terminar tudo, assinar o contrato e ver o que se passa amanhã.

O jogador, evidentemente, foi questionado sobre a declaração dada no embarque para São Paulo, quando disse a jornalistas argentinos que gostaria de ter ficado no Boca Juniors, e que teria dito isso aos dirigentes de seu ex-clube. Calleri confirmou e ressaltou gratidão ao Boca.

– Sim, eu gostaria de ficar mais no Boca porque foi o clube que me deu tudo, me fez como jogador e como pessoa, sou muito agradecido.

O contrato de Jonathan Calleri será assinado até 30 de junho, porém, com brechas para ser estendido enquanto o São Paulo estiver disputando a Libertadores, cuja final está marcada para o dia 27 de julho. No segundo semestre, ele defenderá a Internazionale, que já o contratou, mas está com as vagas para estrangeiros todas preenchidas.

– Agora estou com muita gana de jogar, entrar no grupo. Então, vamos tratar para que tudo termine bem e eu possa assinar contrato e arrancar – afirmou no saguão do aeroporto.


Ele fará exames médicos e formalizará sua situação para que o São Paulo possa, enfim, confirmar sua contratação.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Pré-Libertadores 2016 - Jogo #02 - São Paulo 1x0 Univ. César Vallejo


A classificação, esperada desde o sorteio da Libertadores 2016, só foi sacramentada de verdade aos 42 minutos do segundo tempo. Mesmo assim, o torcedor Tricolor, apesar de ter vivido mil e um sentimentos, saiu do Pacaembu com a sensação de dever cumprido. A meta foi alcançada.

Antes de mais nada, o São Paulo jogou bem. Com seu meio campo bem marcado pelo adversário, uma surpresa, pois o Cesar Vallejo não marcou ninguém no jogo de ida, o Tricolor buscou atacar sem desguarnecer seu sistema defensivo. Os peruanos apostavam em uma bola aérea e até tiveram bastante chance em diversas bolas paradas, muitas delas fruto de faltas bobas pelos lados do campo. Mas a defesa se manteve segura durante todo o tempo, como mandam os princípios do seu técnico. 


Só achei que a equipe, percebendo a dificuldade, deveria ter jogado mais bolas para o Calleri. O argentino mostrou que tem "alma de Libertadores": meteu um carrinho na trave, segurou a bola no finzinho e mostrou muita disposição em todas as jogadas, desde o início do jogo até o apito final. Contagiante. O mesmo também vale para Mena, que mesmo não sendo um primor também mostra-se como uma boa opção na esquerda. Importantes aquisições para este tipo de torneio.

Outra boa notícia foi que a torcida do Pacaembu jogou junto com o time o tempo todo. Percebeu a dificuldade e mesmo assim apoiou, mesmo com o pênalti perdido e o meio travado. Esse é o espírito da Libertadores: luta, entrega e disposição o tempo todo. 

A classificação poderia ter vindo mais fácil, mas foi totalmente justa. O São Paulo foi mais time nos dois jogos. Agora é hora de comemorar e também se preparar muito para evoluir com o andamento da competição. O time tem tudo para fazer uma boa primeira fase mas tem que trabalhar muito: a treta de verdade começa na semana que vem com o The Strongest. Alguém duvida que os bolivianos virão fechados, igualzinho o Cesar Vallejo? 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Campeonato Paulista 2016 - Rodada #02 - São Paulo 4x0 Água Santa


Jonathan Calleri se consolidou de vez como principal esperança do São Paulo nesse começo de temporada. Ele fez dois gols de cabeça e foi decisivo na vitória do time por 4 a 0 contra o Água Santa. Com 3 gols em 2 jogos, o atacante já se credencia até para ficar com a vaga de Alan Kardec no jogo contra o César Vallejo, pela Libertadores. O técnico Edgardo Bauza poupou boa parte dos seus titulares para esse confronto decisivo.

O São Paulo dominou o primeiro tempo e, após sofrer com dois contra-ataques perigosos do Água Santa, conseguiu abrir o placar com o 2º gol de Calleri pelo São Paulo em 2 jogos. Ele marcou de cabeça após cruzamento perfeito de Wilder, que deu sua 5ª assistência em 12 jogos pelo time. No segundo tempo, o filme foi praticamente o mesmo: o Água Santa ameaçou melhorar no jogo, mas outra vez Calleri marcou de cabeça. A única diferença é que desta vez o cruzamento foi do lateral Caramelo. Ele voltou ao time após dois anos sendo emprestado e deu assistência também para o terceiro gol, de Thiago Mendes. O quarto gol foi de outro titular que entrou no 2º tempo, Michel Bastos.

Com a vitória, o São Paulo virou líder do Grupo C, com 4 pontos. Já o Água Santa ficou com 3 pontos e caiu para o 3º lugar do Grupo D, liderado pelo Corinthians.


Agora o São Paulo vai se preparar para o jogo contra o César Vallejo, pela Libertadores. O time precisará vencer para alcançar a fase de grupos da competição. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pré-Libertadores 2016 - Jogo #01 - Univ. Cesar Vallejo 1x1 São Paulo


O resultado poderia ter sido melhor, mas foi satisfatório. Com duas pinturas, São Paulo e Cesar Vallejo empataram por 1x1 em Trujillo. O Tricolor agora joga a classificação em casa, podendo até empatar o jogo sem gols para se classificar.

O São Paulo teve amplo domínio no jogo. Sofreu um gol muito improvável, teve boas chances e empatou com um belo gol do estreante Calleri. Jogou bem coletivamente, pecando apenas nas finalizações. Limitado, o Cesar Vallejo tem que dar 'graças a Dios' em ir para o Brasil com chances. Pela superioridade na camisa e dentro de campo era para ter sido 3x1, 4x1, mas com a Libertadores não se brinca. 

Gostei do meio composto por Hudson, Thiago Mendes, Ganso e Michel Bastos. Foi do camisa dez a assistência para o gol de Calleri. Hudson mais uma vez fez uma boa partida e cresce com Bauza. Por falar no técnico, não esperem inovações. A 'casinha' da defesa ainda precisa ser fechada para que Ganso, Michel e possivelmente Calleri possam fazer a diferença. Ainda há buracos nos setores de Bruno/Rodrigo Caio e Mena/Breno. Os volantes ainda tem muito trabalho para fazer a cobertura deles. Foi bem melhor que contra o Red Bull, mas ainda precisa melhorar.


A boa notícia é que a defesa é especialidade e a prioridade do técnico argentino. Essa é a grande esperança. Mas a estrela de Calleri também sugere ao torcedor um ótimo candidato a ídolo. Agora o lance é lotar o Pacaembu para se classificar para a próxima fase da competição que amamos. Não espero uma goleada, mas sim mais uma partida segura. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Campeonato Paulista 2016 - Rodada #01 - Red Bull Brasil 1x1 São Paulo


No primeiro jogo do ano, o São Paulo não conseguiu superar o Red Bull Brasil em Campinas e começou no estadual com um empate. A equipe de Edgardo Bauza agora viajará para o Peru para enfrentar o Cesar Vallejo pelo jogo de ida da pré-Libertadores. 

Tá certo que estamos no início de temporada, que muita gente está desenferrujando e que os atletas estão ainda absorvendo a filosofia tática do novo treinador, mas aos olhos do torcedor a equipe do São Paulo ainda está bem distante da ideal para começar o ano. O adversário mostrou qualidade coletiva e soube jogar compactado e aproveitando algumas bolas aéreas, mas não pode ser desculpa para uma atuação abaixo da esperada pelo torcedor. O São Paulo em nenhum momento fez o que um time grande faz no estadual: não propôs o jogo com a intensidade que dominaria o adversário. 



Bem mais conservador que Osorio, o argentino Bauza também terá trabalho para acertar aquilo que considera prioridade no ano: o sistema defensivo. A começar pelo contingente de zagueiros. Lugano ainda não está em sua condição ideal e Breno mais uma vez saiu de campo com uma lesão. Se não se recuperar a tempo, o Tricolor pode ter apenas dois zagueiros disponíveis. Tirando isso, muitas bolas na área do time foram motivo de tensão no Moisés Lucarelli.

A outra ponta do time também não foi bem. Kardec estava muito isolado e Centurión não teve boa eficiência como companheiro de ataque. Mas nem tudo foi insatisfatório: gostei das atuações de Rodrigo Caio, Mena, Thiago Mendes, Michel Bastos e Ganso. O chileno, inclusive, fez um bom feijão com arroz defensivo e ainda deu apoio ao ataque quando pôde. O time mostrou bom condicionamento para o início da temporada, o que também dá esperanças de uma boa atuação no Peru. Cansou mesmo no fim da segunda etapa.

Como sugestão, para os próximos jogos eu tentaria um meio-campo mais técnico com Thiago Mendes, Michel Bastos e Ganso. Acho um desperdício um jogador tão bom tecnicamente como Bastos na beirada do campo. No mais, temos que apoiar e torcer pela evolução da equipe sob a tutela do gringo. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Terceiro Reforço de 2016 - Kieza


O São Paulo anunciou seu terceiro reforço para a temporada 2016. O atacante Kieza, ex-Bahia, assinou contrato válido por três temporadas. Para contratá-lo em definitivo, o clube do Morumbi desembolsou US$ 1 milhão (R$ 4,03 milhões). Além disso, o Shangai Shenxin, clube que detinha os direitos do atleta, ficou com uma porcentagem para faturar em caso de negociação futura. 

O reforço já havia feito exames médicos e vinha treinando no CT da Barra Funda. O Tricolor aguardava a chegada de um documento da China para oficializar a contratação.

Kieza chega para ocupar a vaga deixada por Luis Fabiano que, no final da temporada passada, se transferiu para o futebol chinês. Ele tem a facilidade de saber atuar tanto centralizado como referência como também saindo da área para buscar as jogadas.

Welker Marçal de Almeida, o Kieza, tem 29 anos. Nascido em Vitória, no Espírito Santo, o atacante começou  em clubes do seu estado (Serra e Desportiva). Depois, passou por Americano e Fluminense, ambos do Rio. Teve passagens ainda por Ponte Preta, Náutico e Al-Shabab, dos Emirados Árabes. Mas foi no Bahia que viveu o grande momento. Ele foi o segundo maior artilheiro do futebol brasileiro em 2015, com 29 gols marcados, ficando atrás apenas de Ricardo Oliveira, que fez 37.

O Tricolor da Boa Terra, inclusive, tinha o interesse de manter o jogador e chegou a fazer quatro propostas ao Shangai Shenxin. As ofertas, no entanto, não foram aceitas. A diretoria anunciou que havia desistido do jogador, que lamentou nas redes sociais. 


Antes de Kieza, o clube havia anunciado o lateral-esquerdo chileno Eugenio Mena e o zagueiro uruguaio Diego Lugano. Kieza deverá estar à disposição do técnico Edgardo Bauza para a estreia no Campeonato Paulista, no dia 30 deste mês, contra o RB Brasil, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Acabou o Caô, O Lugano Chegou, O Lugano Chegou !!!


Diego Lugano é do São Paulo! Depois de idas e vindas, negociações, veto e muita ansiedade, a torcida do Tricolor pode comemorar o retorno do ídolo após quase 10 anos – sua última partida foi em agosto de 2006. O zagueiro de 35 anos usou uma cláusula no contrato com o Cerro Porteño que o liberava para clubes com proposta de salário melhor e confirmou o retorno ao Morumbi. Campeão Mundial em 2005, ele será o novo xerife da zaga e foi aprovado pelo técnico Edgardo Bauza.

Após a rescisão de contrato com o Cerro Porteño, do Paraguai, o zagueiro uruguaio, ainda em Montevidéu, assinou o vínculo com o Tricolor até 30 de junho de 2017.

– O Diego volta para retomar uma história marcada por títulos e uma identificação tão forte que a distância só fez fortalecer nossos laços de afeto mútuo. Ele será uma peça importantíssima não só dentro das quatro linhas, já que sua experiência, caráter e dedicação também serão fundamentais para ajudar a formar um grupo vencedor e de muita fibra, que joga qualquer partida como final de campeonato – disse o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ao site oficial do clube.

Com a aposentadoria de Rogério Ceni, Lugano também será o líder do elenco. No jogo de despedida do goleiro, no dia 11 de dezembro, o zagueiro foi ovacionado por mais de 60 mil são-paulinos no Morumbi e recebeu a tarja de capitão do Mito em um gesto simbólico.

Por conta da transferência, São Paulo e Cerro devem disputar um amistoso no dia 20 de janeiro, em Assunção. O Tricolor bancará todas as despesas. Após o lateral-esquerdo chileno Mena e Lugano, o atacante Kieza, destaque do Bahia na última Série B, mas ligado ao Shanghai Shenxin, da China, pode ser o próximo a acertar com o Tricolor.

Lugano desembarcou no Brasil sabendo que terá o apoio da torcida do São Paulo na volta ao clube. Vindo de Montevidéu, o zagueiro uruguaio passou pelo saguão do aeroporto de Guarulhos por volta das 20h30, mas conseguiu dizer apenas algumas frases para os jornalistas, pois foi cercado por cerca de mil torcedores que o esperavam no local.

– Agora está impossível falar. Está uma loucura isso. No CT, falo com mais calma... Estou muito surpreso e emocionado. Isso é demais! – declarou rapidamente Lugano, que jogou no Tricolor de 2003 a 2006, conquistando a Libertadores e o Mundial de 2005, entre outros títulos.

Lugano chegou acompanhado de seus familiares. O filho Nicolas tirou selfies com alguns torcedores. O fanatismo pelo ídolo fez com que um tricolor, mesmo ferido e com pontos na perna, entrasse no meio da multidão para tentar se aproximar do zagueiro. Acabou tendo a sutura rompida. 


Cercado por seguranças do clube, o ídolo tricolor passou pelo corredor humano e embarcou em uma van do clube. Ele deve se apresentar no CT da Barra Funda para realizar exames e atividades físicas. O contrato assinado com o São Paulo é válido até 30 de junho de 2017. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Primeiro Reforço de 2016 - Mena


O lateral-esquerdo Mena assinou contrato com o São Paulo e irá defender a equipe até o final desta temporada, por empréstimo. O clube confirmou a contratação do chileno através de seu site. O acerto é sem custos, mas o Tricolor pagará o salário integral do atleta.

O jogador, que tem vínculo com o Cruzeiro até 2018, é o primeiro reforço confirmado pela diretoria tricolor para 2016, o zagueiro uruguaio Diego Lugano já admitiu retorno à equipe, mas o acerto ainda não foi colocado no papel.

Mena foi titular em parte da campanha campeã do Chile na Copa América do ano passado. Ele disputará posição com Carlinhos, Reinaldo e Matheus Reis, que já estão no elenco são-paulino.


O lateral jogou no Santos, entre 2013 e 2014, e deixou a Vila Belmiro após processar o clube por falta de pagamentos.

O São Paulo tem opção de compra ao fim do período de empréstimo, pessoas envolvidas na negociação dizem que o valor é de pouco mais de 2,5 milhões de euros (R$ 11 milhões).

Além de Mena e Lugano, a diretoria tricolor tenta a contratação do atacante Kieza, que jogou no Bahia em 2015, mas tem contrato com o Shangai Shenxin, da China. O jogador desabafou em uma rede social sobre a demora na definição de seu futuro.


domingo, 27 de dezembro de 2015

Novo Técnico: Edgardo Bauza


O São Paulo anunciou a contratação de Edgardo Bauza para comandar a equipe até o fim de 2016. O técnico argentino, que havia comunicado que não continuaria no San Lorenzo, será o responsável por conseguir já no início do ano a classificação do Tricolor para a segunda fase da Taça Libertadores. O adversário da etapa inicial, em dois jogos de mata-mata, será conhecido no sorteio da competição, na próxima terça-feira, em Assunção.

– Estou muito contente por poder chegar a um clube de tanta história e tão grande como o São Paulo. Uma saudação especial para toda a torcida. Esperamos que possamos ao longo desse ano futebolístico voltar a colocar o São Paulo onde sempre tem de estar: em cima e  buscando títulos. Um abraço – disse Bauza, em vídeo divulgado pelo São Paulo.

– Estou muito feliz por poder contratar um treinador vencedor, bicampeão da Libertadores, que é o torneio que o nosso torcedor mais gosta de disputar – afirmou o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, ao site do clube.

Bauza, de 57 anos, chegará com um contrato sem multa rescisória, e substituirá Doriva, contratado dias antes da renúncia do ex-presidente Carlos Miguel Aidar e demitido pela atual gestão, que optou pelo interino Milton Cruz na reta final do Campeonato Brasileiro. A quarta colocação deu direito a participar da Libertadores.

A negociação com Edgardo Bauza foi amplamente sigilosa. Antes de definir quem treinaria a equipe, a diretoria pensou em Cuca e Paulo Autuori, conversou com o uruguaio Diego Aguirre e sondou a possibilidade de contratar o argentino Jorge Sampaoli, da seleção chilena.

O colombiano Juan Carlos Osorio, que dirigiu a equipe entre os meses de maio e setembro, serviu como modelo na procura tricolor. Absolutamente fã do treinador, que saiu por conta de uma proposta da seleção mexicana e de desavenças com Aidar, a cúpula do São Paulo pretende manter moldes de trabalho implantados por ele. 


Bauza tem um currículo vitorioso em competições internacionais. Pela LDU, do Equador, ele venceu a Libertadores de 2008 e a Recopa de 2010. Em 2014, voltou a conquistar o principal torneio da América do Sul, agora pelo San Lorenzo. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Pra Sempre M1TO


Foram 1.237 jogos, 131 gols, muitos títulos e glórias, recordes incontáveis... Sobram números na histórica carreira de Rogério Ceni. Faltam palavras ao são-paulino para definir o sentimento. Tão natural quanto o tricolor do uniforme era ter o Mito no gol. Foi assim por 25 anos. Não será mais. O ídolo pendurou as luvas para virar lenda eterna viva do futebol mundial.

O ponto final nos gramados veio em noite mágica no Morumbi lotado. Com rock, reverência da torcida e uma constelação de ídolos, Rogério Ceni e o São Paulo reuniram os campeões mundiais de 1992, 1993 e 2005 para um jogo histórico. O resultado, mero detalhe, apontou vitória da equipe do tri por 5 a 3 sobre o combinado dos bicampeões do início da década de 90.

Um a um, os ídolos foram anunciados e ovacionados pela torcida. Muricy Ramalho, Diego Lugano, Raí e o próprio Mito foram os mais festejados. Telê Santana, representado pelo filho Renê Santana, também foi muito lembrado pelos tricolores. Não faltaram gritos de "volta, Lugano" para o zagueiro do Cerro Porteño, nome analisado pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, para 2016.

Antes de a bola rolar, Raí, Ronaldão e o próprio Ceni, capitães dos três títulos mundiais, receberam as respectivas taças de 92, 93 e 2005. Elas foram entregues pelo ex-presidente José Mesquita Pimenta, por Rochelle Siqueira Portugal Gouvêa, viúva do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, e Angelina Juvêncio, viúva de Juvenal Juvêncio, que morreu na quarta-feira.

Uma parte da torcida chegou a vaiar Danilo, meia do Corinthians, convidado para o time de 2005, mas que recusou por atuar no rival.

As bandeiras de mastro e os sinalizadores, proibidos em jogos comuns no estado de São Paulo, terminaram por compor o cenário de festa no Morumbi lotado.

Zetti, Cafu, Raí, Muller e companhia tiveram dificuldade para segurar o ímpeto do time tri mundial, obviamente mais jovem e condicionado fisicamente. Amoroso e Aloísio rapidamente abriram 2 a 0. Só então o jogo foi interrompido para se respeitar um minuto de silêncio pela morte do ex-presidente Juvenal Juvêncio.

Paralelamente ao jogo, a torcida ovacionava Lugano a cada toque na bola. O uruguaio e Muricy Ramalho foram os nomes mais gritados.

Cafu, com disposição de sobra, descontou para o time 92/93. Então, Ceni protagonizou um dos pontos altos da noite: foi substituído por Bosco no gol, e retornou com a camisa 01 na linha, expectativa de muitos são-paulinos durante a carreira do Mito. Nos treinos no CT da Barra Funda, ele atuou dessa maneira diversas vezes. Antes de reiniciar o jogo, o ídolo cedeu a faixa de capitão a Lugano, para delírio dos são-paulinos.

Quando a bola voltou a rolar, Josué e Thiago Ribeiro ampliaram para o time de 2005. Zetti, incentivado pelos são-paulinos, descontou de pênalti para os bicampeões. Justamente quando Zetti agradecia os gritos da torcida em gesto de reverencia, de costas para a partida, Ceni reiniciou o jogo com finalização do meio de campo. A bola pingou e por muito pouco não entrou. Assim como Pelé, o ídolo ficou no quase em lance parecido.

Ceni recebeu homenagens no intervalo: uma placa do diretor de marketing da CBF, Gilberto Ratto, vaiado por parte dos são-paulinos, e outras homenagens, também da FPF. Um dos momentos de emoção para o goleiro foi quando a banda Ira o chamou ao palco para cantar. Ele ajudou a tocar a música “Envelheço na cidade” e depois ouviu do vocalista Nasi:
– Você vai ser técnico desse time, voltará para cá, e vamos ser campeões de novo, Rogério.

Depois de a bola voltar a rolar, Cafu, de pé esquerdo, fez mais um para os bicampeões mundiais. O esperado gol de Ceni veio de pênalti, como outros 69 da carreira, e encerrou o placar em 5 a 3 para os campeões de 2005.


O apito final foi precedido de uma contagem regressiva de 10 segundos e a história do Mito foi encerrada nos gramados para sempre. “Todos têm goleiro, só nós temos Rogério: goleiro matador!”, foi o grito que ecoou no Morumbi, antes de o hino do clube ser cantado com todos os campeões mundiais em um círculo no gramado.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #38 - Goiás 0x1 São Paulo


O Goiás parecia não saber que tinha chances de permanência. Teve seis finalizações no jogo, mas nenhuma chance real de gol. Thiago Mendes fez mais uma boa atuação pelo São Paulo e encerra o ano como um dos destaques da equipe. Promete para 2016. De nada adiantou o apoio da torcida. O Serra Dourada teve 34.284 pagantes, maior público do Goiás no Brasileirão, mas o time foi rebaixado.

Mesmo se vencesse, se goleasse, se tivesse uma de suas melhores atuações na história, o Goiás não mereceria ficar na Série A. O clube deu vários sinais ao longo da temporada de que a Série B seria seu destino, desde os desentendimentos entre diretoria e elenco até a limitação técnica da equipe. Contra o São Paulo, sequer parecia jogo decisivo. O time foi apático. Agora a missão é dura: fazer uma ampla reformulação no clube, mas ao mesmo tempo não se perder para tentar retornar à elite.


Tudo bem, torcedor do São Paulo: pode celebrar a vaga na Libertadores. Mas tenha noção de que ela só veio com a incompetência dos rivais. O Tricolor se esforçou para não terminar no G-4. Sofreu com crises políticas e a inconsistência do time. O ano acaba em campo, e a diretoria deve agir. A próxima temporada começará sem Pato, Rogério, Luis Fabiano, e o clube ainda está sem treinador definido. Terá que se movimentar, mesmo com limitações financeiras, para não fazer feio na Libertadores.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #37 - São Paulo 3x2 Figueirense


Thiago Mendes foi o destaque. A bomba aos 49 do 2º tempo que decretou a vitória tricolor não foi a única virtude. Correu o jogo todo e lutou muito. Nos últimos cinco jogos, o Figueirense só ganhou um, o que é sintomático para uma equipe que briga contra o rebaixamento e perde forças. Luís Fabiano entrou em campo chorando na sua despedida do Morumbi e deu a entender que não enfrentará o Goiás na última rodada.

Que vitória, de virada, dos milagres e das despedidas. O São Paulo deu um passo importante para levar a vaga restante no G-4, ainda mais após o empate do Inter com o Flu. Acreditar até o fim foi a maior das virtudes. O triunfo foi daqueles de lavar a alma do torcedor. Luís Fabiano deixou sua marca na saideira do Morumbi. Mas Pato deixou a desejar. Com 59 pontos, o time só depende dele, sobre o Goiás, na última rodada, para ir à Libertadores sem secar os rivais. Só que o jogo é no Serra Dourada.


Com Carlos Alberto comandando o time e marcando um belo gol e Clayton lutador, o Figueirense chegou a virar a partida para 2 a 1 e a dar sinais de que poderia vencer, mas não resistiu à pressão final. Após a derrota dolorida, mantém-se com 40 pontos e caiu para a zona da degola após a vitória do rival Avaí. Nada é pior. Os catarinenses encerram a participação contra o Fluminense, em Florianópolis, precisando da vitória a qualquer custo e rezando para a combinação de resultados não rebaixá-lo. Dramático.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #36 - Corinthians 6x1 São Paulo


O massacre de 6 a 1 foi a maior goleada da história do clássico. O Corinthians já havia aplicado 5 a 0 duas vezes. Com 80 pontos, o Corinthians igualou o Cruzeiro de 2014. Tem mais duas rodadas para superar a marca de melhor campanha da era dos pontos corridos. Para piorar a situação do São Paulo, o atacante Alan Kardec perdeu um pênalti, defendido por Cássio, quando o placar já estava 6 a 1.

A euforia da torcida do Corinthians era tão grande, mas tão grande quando o placar já sinalizava 5 a 0 e o árbitro marcava pênalti a favor, que pediu o goleiro Cássio para cobrar. Não foi ele o autor do sexto gol, mas esse foi o espírito da torcida na partida seguinte à conquista do hexa: golear o rival com time reserva de forma humilhante com a faixa no peito não tem preço. Sport, fora, e Avaí, em casa, fechando a campanha, serão os dois adversários a sentir o peso de uma equipe em que tudo deu certo no Brasileirão.


Fica difícil para o torcedor se motivar por disputa de vaga para a Libertadores depois de sofrer uma goleada dessas. O São Paulo até tem condições de terminar o Brasileirão no G-4 e disputar a competição mais desejada pelos clubes brasileiros. Pega Figueirense em casa, na próxima rodada, e enfrenta fora o Goiás na última. Dois times que brigam para não cair. Mas o que parece tranquilo pode se complicar, em especial pela desorganização tática, apatia e falta de empenho na derrota para o Corinthians. 

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #35 - São Paulo 4x2 Atlético/MG


O Atlético/MG aproveitou os espaços, fez dois gols, mas foi dominado na maior parte do tempo. Teve nove finalizações contra 17 do Tricolor. Jogo aberto: o duelo foi o único da rodada com 60 minutos de bola rolando (o mínimo recomendado pela Fifa) e menor número de faltas, 15. Pato já está em clima de despedida do São Paulo. Ele saiu de campo vaiado e pouco fez no jogo. E Alan Kardec entrou bem. 

O São Paulo lembrou os tempos de Osorio. E isso é uma boa notícia. O colombiano, inclusive, estava no Morumbi e acompanhou a vitória contra o Atlético/MG. Há esperanças para o torcedor tricolor. Inspirado pelo antigo chefe, Milton Cruz arrisca mais, mesmo que às vezes sem qualidade, o que é um problema. E sobram espaços para o adversário. Mas o saldo é bem positivo. O Tricolor tem de volta o lugar no G-4, a confiança e os gols de Alan Kardec. Por incrível que pareça, o time pode terminar o ano bem.


Valeu, Atlético/MG. Você foi até onde deu. Faltou a intensidade de outras tantas partidas, mas agora não há mais nada a perder. O Atlético/MG não suportou a pressão de ter que perseguir o Corinthians por tantas rodadas, e por isso se perdeu. Mais leve, por pouco não adiou a festa do Corinthians outra vez. Mas voltou a mostrar o mesmo desequilíbrio defensivo de jogos anteriores. Os três jogos restantes servirão para ver o que se pode aproveitar para o ano que vem, que certamente pode ser mais glorioso.