Pesadelo no Pacaembu. Com um gol de jogada ensaiada e todos
os méritos, o The Strongest fez chover no Pacaembu e venceu o São Paulo na
estréia da fase de grupos da Libertadores. Os jogadores terão muito trabalho
para reverter o estrago causado pela surpreendente derrota.
Todos os especialistas em grandes desastres como os aéreos que vez ou outra acontecem no mundo dizem que eles acontecem devido a uma soma de fatores. No caso do desastre Tricolor eles foram muitos: o jogo 'perfeito' do adversário, a mexida catastrófica de Bauza no intervalo e a já conhecida apatia do elenco, desde o ano passado com um carimbo de derrotado na testa de cada jogador.
O The Strongest não é nenhum esquadrão, mas está longe de ser considerado um clube azarão no grupo Tricolor. Apesar de nunca ter chegado nas oitavas da Libertadores, é um time que sabe jogar com a limitação que tem e evoluiu muito fora de seus domínios. É muito melhor que o Cesar Vallejo, que já havia dado muito trabalho ao São Paulo. Os bolivianos vieram focados em duas linhas de quatro muito bem compactadas durante todo o jogo. Começaram para cima do São Paulo, com bola na trave e tudo e nas bolas paradas ofereceu perigo quando podia. Numa delas, a jogada ensaiada que resultou no gol da vitória. Mereceu vencer e quebrar um tabu histórico.
Todos os especialistas em grandes desastres como os aéreos que vez ou outra acontecem no mundo dizem que eles acontecem devido a uma soma de fatores. No caso do desastre Tricolor eles foram muitos: o jogo 'perfeito' do adversário, a mexida catastrófica de Bauza no intervalo e a já conhecida apatia do elenco, desde o ano passado com um carimbo de derrotado na testa de cada jogador.
O The Strongest não é nenhum esquadrão, mas está longe de ser considerado um clube azarão no grupo Tricolor. Apesar de nunca ter chegado nas oitavas da Libertadores, é um time que sabe jogar com a limitação que tem e evoluiu muito fora de seus domínios. É muito melhor que o Cesar Vallejo, que já havia dado muito trabalho ao São Paulo. Os bolivianos vieram focados em duas linhas de quatro muito bem compactadas durante todo o jogo. Começaram para cima do São Paulo, com bola na trave e tudo e nas bolas paradas ofereceu perigo quando podia. Numa delas, a jogada ensaiada que resultou no gol da vitória. Mereceu vencer e quebrar um tabu histórico.
Já o Tricolor mostrou que coletivamente ainda está longe de
ser uma equipe pronta para a competição. Bauza, contratado justamente por
entender de Libertadores, errou feio ao modificar o esquema no intervalo para
colocar Calleri junto com Kardec e criou um buraco entre os volantes e os atacantes. Contundido,
Hudson deu lugar para Calleri numa substituição muito estranha para os padrões
do argentino, que até se desculpou ao constatar que Calleri e Kardec juntos não
dá liga. Thiago Mendes e Ganso foram recuados e ninguem armou. O que se viu foi
Michel Bastos, Centurión, Rogério, Kardec, Kieza e Calleri de costas para o
gol, tentando na base alguma coisa. E o pouco que saiu ainda foi desperdiçado
com chutes bizonhos de Michel e Kieza.
Por fim a falta de perfil desse grupo com o comprometimento e a dedicação tática e emocional que se deve ter numa Libertadores da América. Um jogo de Libertadores não é só tática e técnica. Ele é uma história, muitas vezes narrada com dramaticidade e o São Paulo, com três títulos no curriculum, não faz um bom tempo. O The Strongest em cinco minutos mostrou que não é o Água Santa e jogou com brio, usando os recursos que tinha no limite. Frieza, empenho e brio. Esse é o jogo. Essa é a competição. Gringos sabem trabalhar isso bem mais que os brasileiros. É preciso dar um choque de Libertadores nesse elenco, que já cansou o torcedor de tanta morosidade e falhas. Bauza tem obrigatoriamente que mexer no seu time titular e no brio dos jogadores, mas não dá para eximir a culpa desta fase nos últimos 10 anos de incompetência na administração de um dos clubes mais importantes do Brasil. Muda o canil, mas a cachorrada está sempre por lá. Pobre São Paulo, gerido e aconselhado por amadores e sangue-sugas de todas as espécies!
A situação após a derrota em casa é alarmante: Historicamente o The Strongest sempre ganha seus jogos na altitude de La Paz e com os três pontos em São Paulo chegaria no mínimo a doze pontos, isso se não roubar pontos dos demais adversários fora de casa. Se o 'normal' acontecer, a briga pela segunda vaga será entre River Plate e São Paulo, se considerarmos o Trullijo o azarão. Os próximos dois jogos do Tricolor serão fora de casa (Argentina e Venezuela) e o clube terá obrigação de buscar ao menos quatro pontos para não se complicar de vez na competição.
É possível? Claro, em se tratando de São Paulo e do histórico da Libertadores. O River, por exemplo, foi campeão se classificando na bacia das almas no ano passado. Mas será preciso muito trabalho e consciência de luta para que o ano não se inicie mais turbulento que o imaginado pelo torcedor.
Por fim a falta de perfil desse grupo com o comprometimento e a dedicação tática e emocional que se deve ter numa Libertadores da América. Um jogo de Libertadores não é só tática e técnica. Ele é uma história, muitas vezes narrada com dramaticidade e o São Paulo, com três títulos no curriculum, não faz um bom tempo. O The Strongest em cinco minutos mostrou que não é o Água Santa e jogou com brio, usando os recursos que tinha no limite. Frieza, empenho e brio. Esse é o jogo. Essa é a competição. Gringos sabem trabalhar isso bem mais que os brasileiros. É preciso dar um choque de Libertadores nesse elenco, que já cansou o torcedor de tanta morosidade e falhas. Bauza tem obrigatoriamente que mexer no seu time titular e no brio dos jogadores, mas não dá para eximir a culpa desta fase nos últimos 10 anos de incompetência na administração de um dos clubes mais importantes do Brasil. Muda o canil, mas a cachorrada está sempre por lá. Pobre São Paulo, gerido e aconselhado por amadores e sangue-sugas de todas as espécies!
A situação após a derrota em casa é alarmante: Historicamente o The Strongest sempre ganha seus jogos na altitude de La Paz e com os três pontos em São Paulo chegaria no mínimo a doze pontos, isso se não roubar pontos dos demais adversários fora de casa. Se o 'normal' acontecer, a briga pela segunda vaga será entre River Plate e São Paulo, se considerarmos o Trullijo o azarão. Os próximos dois jogos do Tricolor serão fora de casa (Argentina e Venezuela) e o clube terá obrigação de buscar ao menos quatro pontos para não se complicar de vez na competição.
É possível? Claro, em se tratando de São Paulo e do histórico da Libertadores. O River, por exemplo, foi campeão se classificando na bacia das almas no ano passado. Mas será preciso muito trabalho e consciência de luta para que o ano não se inicie mais turbulento que o imaginado pelo torcedor.

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