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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Novo Técnico: Doriva


Sem perder tempo e, assim, se manter firme na briga pelo título da Copa do Brasil e na caça do G-4 do Campeonato Brasileiro, o São Paulo agiu rápido e já tem o substituto do técnico Juan Carlos Osorio, que assumiu a Seleção do México. E o escolhido é um velho conhecido da torcida tricolor: Doriva. Campeão Mundial pelo clube em 1993, o ex-meio-campista - que estava no comando da Ponte Preta - agora terá o desafio de dirigir o time à beira do campo com contrato válido até dezembro de 2016.

"A chegada do Doriva traz uma esperança muito grande para o São Paulo conquistar seus objetivos a curto e longo prazo. É um treinador com identificação com o clube, de uma geração promissora e que tenho certeza que nos representará muito bem.

Doriva faz parte de uma nova safra de treinadores do futebol brasileiro. Ele iniciou a carreira em 2010, três anos depois de pendurar as chuteiras. E logo no seu primeiro clube teve uma grande conquista. No comando do Ituano, foi campeão paulista em 2014 ao passar pelo Corinthians na fase de grupos, eliminar o Palmeiras na semifinal e bater o Santos na decisão. A campanha do treinador rendeu uma oportunidade de trabalhar no Vasco, onde foi campeão carioca em 2015.

"Estou muito feliz por voltar a minha casa. Esse é o sentimento. Quero repetir aqui a mesma trajetória vencedora que tive como atleta. Teremos muito trabalho pela frente e uma grande oportunidade. Estou muito motivado para começar logo. Quero fazer história no São Paulo, assim como foi minha trajetória aqui como atleta", festejou Doriva.

As conquistas do Paulistão em 2014 e do Carioca em 2015 deram ao ex-atleta um feito inédito: primeiro treinador na história a conquistar de forma consecutiva os Estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ao sair do time cruzmaltino, Doriva acertou com o Atlético-PR antes de seguir para a Ponte Preta. No clube campineiro, o técnico comandava a reação da equipe no Brasileirão: saltou das últimas colocações para a zona intermediária da tabela com uma sequência de cinco jogos de invencibilidade, sendo quatro vitórias seguidas.

Dentro das quatro linhas, o ex-volante também construiu uma carreira vitoriosa. Revelado nas categorias de base do Tricolor, foi campeão do Brasileiro (1991), Mundial (1993), da Supercopa (1993) e da Recopa (1993 e 1994) pelo São Paulo. No período em que esteve no time são-paulino, disputou 90 jogos: 42 vitorias, 28 empates e 20 derrotas.


As exibições seguras como meio-campista renderam ao jogador os prêmios de Seleção do Brasileiro (1995 e 1996) e Bola de Prata (1997), da revista Placar, além da convocação para a disputa da Copa do Mundo de 1998, na França. No currículo, após deixar o Brasil, também triunfou no Porto-POR e esteve presente nas conquistas da Liga Portuguesa (1998), da Taça de Portugal (1998) e da Supertaça (1998), além de conquistar a Copa da Liga Inglesa pelo Middlesbrough.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Copa do Brasil 2015 - Semi Final - São Paulo 1x3 Santos


Com 40 segundos, acabou a luz. 22 minutos depois o jogo recomeçou. A garoa virou chuva, tempestade, dilúvio... Gabriel abriu o placar com o campo ainda seco. Pato empatou já com bastante água. O intervalo durou o tempo necessário para o gramado alagado voltar a ficar seco. No início do segundo tempo, num piscar de olhos do São Paulo, o Santos fez dois gols, decidiu a partida e, praticamente, o confronto da semifinal com a vitória por 3 a 1 no Morumbi.

Na semana que vem, o Tricolor terá de vencer por três gols de vantagem na Vila Belmiro, onde o Peixe tem 100% de aproveitamento em 13 jogos sob o comando de Dorival Júnior.

Dentro de todas as variáveis do jogo, pode-se resumir o resultado em: o São Paulo perdeu gols, o Santos não. Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel botaram a bola pra dentro em todas as oportunidades que tiveram. Do outro lado, Ganso, Luis Fabiano e Alan Kardec desperdiçaram chances e mais chances. A crueldade do placar reflete o ano tricolor, cheio de trapalhadas dentro e fora de campo, e a enorme competência alvinegra em fazer gols. Vitória é gol.

Gabriel aproveitou vacilo defensivo, se projetou e recebeu belo passe de Daniel Guedes antes de tocar na saída de Rogério Ceni. O gol de empate foi belíssimo pelo domínio e finalização de Pato, nas costas de Daniel. A melhor chance do primeiro tempo caiu nos pés de Ganso, que dominou e, sem noção de espaço, chutou muito mal, cara a cara com Vanderlei.

No primeiro minuto da etapa final, Ricardo Oliveira fez mais um gol, o 34º na temporada, ao girar e bater rasteiro. A bola passou pela infinidade de pernas que estavam na área e morreu no gol. Logo depois, Lucas Lima cruzou e Marquinhos Gabriel cabeceou no cantinho de Rogério Ceni.


O festival de chances perdidas pelo Tricolor terminou com Kardec, completamente sozinho na área, cabeceando para fora, e teve o Santos como coadjuvante, tranquilo com a enorme vantagem, à espera do apito final. O Peixe poderá perder por dois gols de diferença, e ainda assim estará na decisão contra Palmeiras ou Fluminense, que jogarão na capital paulista com os cariocas em vantagem por terem vencido por 2 a 1 no Rio.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #31 - São Paulo 2x2 Vasco


A polêmica continua: muita reclamação do São Paulo no pênalti marcado após a bola bater no braço de Matheus, que ainda acabou expulso. E o Vasco ainda pediu pênalti de Luiz Eduardo, em toque de mão igualmente involuntário, porém mais acintoso. Faltou critério ao árbitro. Tarde de reencontros para o Vasco: do outro lado, o técnico Doriva, campeão carioca este ano, e o atacante Alan Kardec, revelado no clube.



Que jogo! E o São Paulo arrancou um empate com gosto de vitória. Ao abrir o placar, o Tricolor enganou seu torcedor. Parecia que golearia, mas parou. A disposição de Luis Fabiano não foi acompanhada por Rogério e Pato. Ganso mostrou a discrição que costuma irritar a torcida. Com um a menos e bagunçado, foi engolido na etapa final, acabou premiado pela incompetência do Vasco, que não fez e levou. A bagunça são-paulina, dentro e fora de campo, faz diminuir a chance de G-4.


Se não se abateu com um gol logo no início, em falha bisonha de Rodrigo, o Vasco sofreu duro golpe nos minutos finais. Foi muito mais time que o adversário e, de fato, merecia melhor sorte. O empate foi uma rasteira no Vasco, que perdeu uma chance atrás da outra nos vários contragolpes que teve e voltou à lanterna. Sob o comando de Jorginho, é uma equipe bem organizada, tem um maestro em Nenê. Não perde há oito jogos, mas a reação pode ter começado tarde. Nem a sorte está fazendo alguma graça.

sábado, 17 de outubro de 2015

Terceira Camisa 2015


A equipe tricolor terá uniformes especiais para o restante da temporada de 2015. Em homenagem ao 25º aniversário de Rogério Ceni como atleta do clube, São Paulo e Under Armour apresentaram as novas armaduras do time, que já têm data para estrear: contra o Vasco da Gama, no Morumbi. Antes da reapresentação do elenco no Centro de Treinamento da Barra Funda, os materiais esportivos foram apresentados.

O diretor de marketing do clube, Vinícius Pinotti, o diretor de marca de empresa, Adriano Serff, e o capitão são-paulino participaram da divulgação durante a coletiva de imprensa, que contou com um vídeo no telão: M1TO vs M1TO, 'Rogério Ceni goleiro' fica frente-a-frente com o 'Rogério Ceni artilheiro'. Na campanha, uma máquina repete fielmente os principais gols de falta do arqueiro por meio de um programa de computador. As cobranças foram selecionadas por torcedores via redes sociais do clube.

"Agradeço ao São Paulo e à Under Armour. A qualidade do material desenvolvido é ótima. As duas marcas crescem a cada ano. Me sinto honrado de representar, hoje, uma marca tão importante e o clube do meu coração. Achei linda as camisas, a de goleiro e a de linha. É um progresso para o São Paulo, que sempre teve as camisas listrada e branca. É importante, tem modernidade. É importante para a marca e para o torcedor, que pode comprar algo diferente. Traz benefícios. É um material de muita qualidade", afirmou o goleiro.

A "Armadura Especial #PraSempreM1TO", uniforme concebido exclusivamente para o camisa 01, é predominantemente na cor grafite, com uma faixa vertical no centro em bordô e dourado, mesma combinação que aparece nas barras das mangas. Já a versão criada para os jogadores de linha é na cor bordô, com os mesmos detalhes. As faixas que não possuem necessariamente início e fim, representam a relação "sem fim" que o M1TO tem e terá com o Tricolor.

Tanto a camisa de Ceni como dos jogadores de linha têm gola V, sendo que a do M1TO traz um selo comemorativo com a inscrição "25 anos do Mito". Além disso, em ambos os modelos, o escudo do São Paulo aparece com um visual diferente, com um tom dourado. O logo da Under Armour também terá a mesma cor.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #30 - Fluminense 2x0 São Paulo



Foi uma ducha de água em temperatura polar. Se já não éramos favoritos a chegar na final da Copa do Brasil ou ao quarto lugar no Brasileirão, depois deste jogo que marcou a volta do SPFC ao futebol depois da renúncia de seu presidente, somos zebras a qualquer coisa nos dois campeonatos que participamos.

O São Paulo fez uma partida medonha do começo ao fim no Rio de Janeiro. Surpreendeu pela má jornada de todos os seus atletas dentro de campo, mesmo com Doriva utilizando um sistema de jogo muito parecido com o do seu antecessor e com quase todos os atletas a sua disposição.

O novo técnico não mudou a formação com três atacantes, sendo Pato do lado direito, Rogéro no lado esquerdo e Luis Fabiano no comando de ataque. Os três seriam municiados por Ganso com auxílio de Thiago Mendes e os laterais. Hudson ficou responsável pela proteção na zaga.

O São Paulo, mesmo com a posse de bola, em nenhum momento mostrou futebol para vencer o jogo. Só resolveu jogar um pouco de bola depois do segundo tento contra, quando a vaca já tinha ido para o brejo. Até olé teve no Maracanã, responsabilidade quase total dos atletas que nesta noite de quarta-feira mostraram que não podem mesmo contar com a confiança de sua torcida. Nenhum justificou vestir a camisa mais vencedora do país.

O adversário, que jogou no contra-ataque em seus próprios domínios, não precisou forçar muito para sacramentar a vitória. Contou com a sorte de ter se livrado do engôdo Ronaldinho Gaúcho e sorte por contar com um São Paulo absolutamente apático e sem inspiração. E como o Fred gosta de fazer gol na gente, não?

Falar que a derrota foi influenciada pela crise é abusar da inteligência dos entendidos de futebol. Se fosse simples assim, não estaríamos na privilegiada posição que estamos na tabela. Perdemos porque o time jogou mal e os atletas foram espaçados, frouxos e absolutamente previsíveis. Enfim, medíocres. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Obrigado Osório


Juan Carlos Osorio se despediu do São Paulo, na reapresentação do elenco no CT da Barra Funda. Em breve pronunciamento à imprensa, ele agradeceu funcionários, jogadores, comissão técnica e ressaltou o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, demitido após agredir o presidente Carlos Miguel Aidar, que não teve seu nome citado pelo colombiano. O auxiliar Milton Cruz foi outro profissional elogiado por Osorio, que vai assumir o comando técnico da seleção mexicana.

– Agradeço à comissão técnica e o pessoal do apoio, roupeiros, massagistas e cortador de grama. Também o doutor Ataíde, pelo apoio incondicional, do início ao fim em nossa gestão, e também para Milton Cruz, por sua amizade verdadeira dentro e fora do campo. Um homem do futebol e para o futebol. Agradeço os nossos atletas pelo seu profissionalismo e credibilidade no nosso trabalho, confiança e aceitação à novas ideias de treinamento. Minha esposa e filhos pelo suporte incondicional. E também agradeço aos que são parte do São Paulo e esqueci de mencionar por sua contribuição. Ofereço desculpas àqueles ligados ao São Paulo por ter adiado a minha decisão e aos que ofendi com alguma opinião. A partir de agora, inicio a busca com o México de uma vaga no próximo Mundial – disse Osorio.

O "esquecimento" ao presidente Aidar é proposital. No fim de sua passagem de quatro meses no São Paulo, Osorio não dirigia mais a palavra ao presidente. Ele, inclusive, aconselhou Ataíde a tentar virar mandatário do clube e romper relações com Aidar. O colombiano não gostou de saber nos bastidores que parte da direção tentava depreciar a credibilidade de Milton Cruz, companheiro inseparável desde o início do trabalho.

No pronunciamento, Osorio agradeceu a oportunidade de trabalhar no clube e a confiança dos jogadores, além de desejar sorte na reta final de 2015. O Tricolor terá pela frente nove rodadas do Brasileirão e as semifinais da Copa do Brasil, contra o Santos. Antes do pronunciamento de Osorio para a imprensa, o colombiano reuniu o elenco para conversar com os jogadores, na qual Rogério Ceni pediu a palavra. Em quatro meses de São Paulo, Osorio teve 28 jogos, 12 vitórias, sete empates e nove derrotas, com 51,1% de aproveitamento.

Confira abaixo a íntegra do pronunciamento de Osorio:

Estou aqui para falar da minha saída. Precisávamos desse encontro. Espero que me entendam. Não quero uma coletiva, e sim um comunicado. Por respeito a vocês, é o jeito mais apropriado para partir. Tomei essa decisão muito difícil, entre continuar em um grande clube e assumir uma seleção nacional de muito prestígio. Fiz o possível para seguir aqui até o fim do ano, mas não foi possível. Tenho minha consciência tranquila de que dei o melhor para o clube e que deixo a equipe em boas condições nas disputas da Copa do Brasil e Brasileirão. Lamento por não estar para ver o progresso dos jovens: Lyanco, Matheus Reis, Murilo... também lamento não poder estar para disputar as finais dos campeonatos.

Fiz o possível para seguir aqui até o fim do ano, mas não foi possível. Tenho minha consciência tranquila de que dei o melhor e que deixo a equipe em boas condições na Copa do Brasil e no Brasileirão.

Osorio, ex-técnico do São Paulo

Agradecimentos: primeiramente ao Brasil e seu povo, por nos acolher e permitir conhecer sua cultura e futebol, ao São Paulo, por acreditar em um grupo de colombianos que poderia contribuir com o futebol brasileiro, aos funcionários do clube, especialmente os que convivem todos os dias no CT, à nossa torcida, que sempre nos deu muita força e todos os dias demonstra muito carinho nas ruas, aos meios de comunicação, vocês jornalistas, pelas críticas com conhecimento, pois as valorizo, especialmente por aceitar as ideias diferentes que admiro profundamente. 


Agradeço à comissão técnica e o pessoal do apoio, roupeiros, massagistas e cortador de grama. Também o doutor Ataíde, pelo apoio incondicional, do início ao fim em nossa gestão, e também para Milton Cruz, por sua amizade verdadeira dentro e fora do campo. Um homem do futebol e para o futebol. Agradeço os nossos atletas pelo seu profissionalismo e credibilidade no nosso trabalho, confiança e aceitação à novas ideias de treinamento. Minha esposa e filhos pelo suporte incondicional. E também agradeço aos que são parte do São Paulo e esqueci de mencionar por sua contribuição. Ofereço desculpas àqueles ligados ao São Paulo por ter adiado a minha decisão e aos que ofendi com alguma opinião. A partir de agora, inicio a busca com o México de uma vaga no próximo Mundial. Muito obrigado!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #29 - São Paulo 1x0 Atlético/PR


Erro: aos 12 minutos, Rogério fez um gol após aproveitar rebote de chute de Pato, mas o bandeira anulou de forma equivocada. O Atlético/PR teve três jogadores suspensos pelo 3º cartão amarelo para pegar o Cruzeiro: Eduardo, Hernani e Marcos Guilherme. Juan Carlos Osorio não comemorou o gol da vitória, marcado por Rogério. O técnico são-paulino ficou em silêncio e parado.

A confirmação da saída de Juan Carlos Osorio do São Paulo ficou para quarta-feira. Se foi despedida, pode-se dizer que cumpriu bem a missão, deixando o Tricolor forte na briga pelo G-4, em 5º, com 46 pontos, e uma certa saudade pelas inovações. A equipe mereceu o triunfo e dá sinais de que tem chances de ficar com uma das vagas, mas esbarra na dificuldade que o técnico encontrou: a irregularidade dos bons jogadores. Quem assumir vai ter um tempo para ajustes.


Queda livre. Tem sido assim a vida do Atlético/PR neste Brasileirão. A quinta derrota seguida aumentou o jejum de triunfos para sete partidas. Nem a volta do ataque eficiente Nikão-Walter resolveu a falta de agressividade. Com 38 pontos ganhos, em 11º, começa a se aproximar um pouco do grupo de baixo. Cristóvão Borges, anunciado como novo técnico, terá de trabalhar duro no recesso do Brasileiro. Em casa, contra Cruzeiro e Corinthians, o Atlético/PR terá de ser outro.