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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #19 - São Paulo 0x3 Goiás


O São Paulo teve muito mais posse de bola, foram 62% contra 38%, mas finalizou apenas seis vezes, contra 13 do Goiás. Centurión teve duas chances para empatar quando o jogo estava 1 a 0 para o Goiás. Mas parou nas mãos de Renan, que fez boas defesas. O técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, fez oito mudanças em relação ao time que venceu o Figueirense no Orlando Scarpelli.

Com uma atuação muito abaixo, o São Paulo perdeu três pontos daqueles irrecuperáveis. Contra o então vice-lanterna, em casa, a obrigação era vencer, mas desde o início do jogo o que se viu foi um time que criou poucas chances e sofreu com os contragolpes do Goiás. Dois deles, ainda no primeiro tempo, foram fatais. Na etapa final, o jogo pouco se alterou, e o Tricolor seguiu sofrendo uma série de contra-ataques, mesmo depois de levar o terceiro gol, que deu fim a primeira derrota da equipe no Morumbi no Brasileirão. Noite para ser esquecida.


Bem armado, o Goiás aprontou para cima do São Paulo com uma receita simples: time bem fechado na defesa e contra-ataques armados por Felipe Menezes, um camisa 10 de qualidade com a bola nos pés e aproveitados por um atacante rápido e perigoso. Erik, autor de dois gols, participou do primeiro, que Bruno marcou contra, e poderia ter aproveitado outras chances que surgiram com o desespero do São Paulo. O time do Goiás enfrentou na semana dois adversários do G-4 e somou quatro pontos, havia empatado com o Atlético-MG. Indício de que dias melhores virão.

sábado, 15 de agosto de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #18 - Figueirense 0x2 São Paulo


O Figueirense teve mais finalizações, foram 14 contra 7 e também mais posse de bola, 55% a 47% que o São Paulo. Perdeu por 2 a 0. O São Paulo contou mais uma vez com a precisão de Alexandre Pato, que fez seu 19º gol no ano e atingiu sua melhor marca na carreira. O jogo teve apenas 41 minutos de bola rolando, o menor número da rodada e bem abaixo dos 60 minutos recomendados pela FIFA.

Mais finalizações e mais posse de bola não foram suficientes. O Figueirense buscou o jogo e rondou a área adversária, mas não conseguiu fazer os gols. Teve lentidão na saída de bola, apresentou falhas na marcação e sofreu sua segunda derrota em casa em 21 jogos na temporada. As perspectivas não são boas, principalmente após a saída do técnico Argel. O técnico deu unidade e padrão ao time. Contribuiu muito para a sobrevivência do Figueirense na Série A do ano passado. E tem pouco tempo para procurar um técnico. A torcida deve ser paciente nas próximas rodadas.


Juan Carlos Osorio mudou seis jogadores em relação ao clássico contra o Corinthians, e, mesmo assim, o São Paulo não sofreu com uma possível falta de entrosamento. Bom sinal, afinal, o colombiano seguirá com o rodízio, e os jogadores devem se acostumar com várias formações diferentes. O São Paulo mostrou eficiência no primeiro tempo, abriu 2 a 0 e depois conteve o ímpeto adversário. O São Paulo tem tudo para se manter no G-4. Tem o Goiás em casa na próxima rodada. Qualquer resultado que não seja a vitória será um tropeço.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #17 - São Paulo 1x1 Corinthians


O São Paulo não esbarrou só no goleiro Cássio. Mandou três bolas na trave, uma de Centuríón e duas de Luís Fabiano, no 1º tempo. Escalado para o lugar de Vagner Love, Luciano correspondeu no Corinthians. Fez o gol do time na única chance que teve e deve ser mantido. O São Paulo reclamou da arbitragem. Queria pênalti no lance que Uendel se jogou para evitar gol de Wesley e a bola esbarrou no braço.

O que aconteceu de melhor para o São Paulo no clássico bem disputado foi a volta do velho Luís Fabiano. Não só fez o gol como mandou duas bolas no travessão. Agressivo, Luís Fabiano melhorou e muito o poder de ataque da equipe, que teve o retorno do zagueiro Breno como volante. O problema é que, mesmo quando pressiona, o São Paulo mostra falta de concentração, acabou saindo em desvantagem no placar. Conseguiu o empate e poderia até ter vencido. Mas se mantém perto do G-4.


O Corinthians se mantém ali, no retrovisor do líder Atlético/MG. Foi capaz de sair na frente mesmo quando o São Paulo era superior. Apesar de Tite acumular seis clássicos sem vencer, pode se gabar de ter sorte, as bolas na trave salvaram a equipe no primeiro tempo. No segundo, resistiu com 10 em campo no fim, Felipe foi expulso. Tudo parece dar certo. Luciano deu mais mobilidade e deve jogar contra o Sport.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #16 - Atlético/MG 3x1 São Paulo

Lucas Pratto fez os três gols do Atlético e é o vice-artilheiro com sete gols ao lado de Pato. O Atlético/MG fez os três gols no primeiro tempo, mas o São Paulo também foi agressivo no jogo. O São Paulo finalizou 13 vezes ao gol. O Atlético/MG é líder do Brasileirão.

A ousadia é uma das explicações para a liderança do Atlético/MG no Campeonato Brasileiro. É um time que corre riscos. A escalação, com menos volantes, já indica isso. Ao atacar o São Paulo sabendo que também seria atacado, o Atlético/MG aceitou jogar assim porque confia em suas qualidades. O time de Levir Culpi tem, com sobras, o melhor ataque do campeonato, mas não a melhor defesa. Dos primeiros colocados, também é o que menos empata. Justamente por isso: porque arrisca. Em uma competição na qual tanto se valorizam conceitos como regularidade e equilíbrio, um pouco de maluquice pode ser um diferencial. 


O São Paulo teve seis jogos contra equipes que no momento ocupam as primeiras oito colocações no Brasileiro, só falta o Corinthians, justamente seu próximo adversário. De 18 pontos contra eles, somou quatro. Teve uma vitória contra o Grêmio, um empate contra o Fluminense e quatro derrotas contra Palmeiras, Atlético/PR, Sport e Atlético/MG. Se não está melhor na tabela, é porque não soube enfrentar equipes com potencial parecido com o seu. Falta competitividade e capacidade de decisão ao Tricolor, um clube que historicamente teve essas qualidades. O jogo contra o Atlético/MG foi exemplar disso. O São Paulo até conseguiu fazer um duelo equilibrado. Mas, na hora de decidir, não decidiu. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #15 - São Paulo 1x0 Cruzeiro


Destaque na vitória são-paulina, Alexandre Pato comemorou seu gol sentado tocando piano. O goleiro Fábio foi um dos melhores. Fez grande defesa em chute de Pato e evitou placar elástico contra a Raposa.O Morumbi recebeu um público de 29.719 torcedores na vitória são-paulina, em que a equipe teve cinco chances reais de gol. 

Tinha tudo para ser uma rodada perfeita para o São Paulo, se não fosse a vitória do Palmeiras. Mas os tricolores podem comemorar: com os tropeços do Fluminense e do Grêmio e o triunfo sobre o Cruzeiro, o time voltou a saltar na tabela e é o primeiro fora do G-4. Neste domingo, ver Pato brilhando novamente foi bom sinal, não só marcou o gol como fez boas jogadas. O técnico Osorio imprime seu estilo de jogo a cada rodada. Os três pontos também dão mais moral para o confronto contra o líder, Atlético/MG, na quarta.


Momento delicado este do Cruzeiro. É grande a dificuldade de Vanderlei Luxemburgo de definir estilo de jogo, ainda mais que o entrosamento está em baixa. Em 12 jogos o time não repetiu a escalação uma vez sequer. Contra o São Paulo, a equipe foi afoita, errou muitos passes e não conseguiu uma chance clara de gol. O time só chutou de longe. Resumindo: a irregularidade tem sido a maior inimiga da Raposa, que vê o Z-4 se aproximando mais. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #14 - Sport 2x0 São Paulo

A posse de bola para os dois times foi igual na Arena Pernambuco: 50% para o Sport, 50% para o São Paulo. O árbitro André Castro errou contra o Sport: deu pênalti de Hudson em André, mas recuou e marcou falta. Só que foi dentro da área. Expulso mais uma vez em sua carreira, Luis Fabiano finalizou uma vez a gol e só deu quatro passes na partida - três certos e um errado.

Foram três rodadas sem vencer. Antes disso, o Sport, que nem jogou mal era a surpresa deste Brasileiro. Mas o reencontro com a vitória era necessário - a Arena Pernambuco recebeu 41.994 torcedores. No primeiro tempo, o duelo foi equilibrado, mas o Sport marcou o primeiro gol aproveitando-se de erro de marcação da defesa, que chegou atrasada no lance. Depois o time se desligou e deu chances. Só que Eduardo Baptista fez a marcação por zona funcionar.  Os contra-ataques pelas laterais, mais pelo lado direito também. E assim matou a partida com o segundo gol, também bonito. Após as expulsões do São Paulo, ficou mais fácil. A volta ao G-4, com 27 pontos, é merecida.


Depois de vencer nas duas últimas rodadas, o São Paulo perdeu a cabeça. Literalmente. A falta de equilíbrio emocional e falhas na lateral esquerda contribuíram para a derrota na Arena Pernambuco. E são responsáveis também pela gangorra na tabela - ainda no G-8, o time, com 24 pontos, não consegue decolar. No jogo, com boa movimentação no sistema ofensivo, levou perigo ao gol de Danilo. Só que após o primeiro gol do Sport, marcado por Élber, os nervos ficaram à flor da pele. Primeiro foi Ganso, expulso após reclamar com a arbitragem. Depois, Luís Fabiano, que se queixou até levar o cartão amarelo, para depois ser expulso por falta em Rodrigo Mancha. Por fim, o técnico Osorio foi para o vestiário mais cedo. O Tricolor briga com ele mesmo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Campeonato Brasileiro 2015 - Rodada #13 - São Paulo 3x1 Coritiba


A partida no Morumbi teve o melhor público do campeonato até agora: 58.482 pagantes e renda de R$ 1.333.055. Um terço das finalizações do São Paulo saiu dos pés de Pato: cinco de 15 feitas pelo Tricolor na partida. É a nona rodada do Coritiba no Z-4, onde ficará pelo menos mais uma. Tem quatro pontos a menos que o Goiás, primeiro fora da zona.

Se Aidar demitisse Osorio neste momento, ou se o treinador recebesse uma oferta irrecusável e deixasse o São Paulo, ele poderia dizer que deixou ao menos um legado no clube: encontrou o lugar de Pato. O atacante novamente foi o nome do Tricolor. Ali, no canto esquerdo, parece ter recuperado seu poder de velocidade. E isso é excelente para um time que, até pouco tempo, esperava Michel Bastos cortar para o meio e soltar o pé. Mas a vitória contra o Coritiba não foi só de Pato, mesmo que ele tenha criado quase todas as boas chances do time. Teve velocidade, principalmente no primeiro tempo, a precisão de Lucão em dois belos lançamentos, e Ganso apagado, lento, errou cinco passes e foi substituído com razão novamente. Talvez seja a hora de testar uma formação sem ele desde o início. Contra o Sport, na próxima rodada, Osorio dificilmente repetirá o esquema com Michel Bastos na lateral. Mas, pelo rendimento do primeiro tempo, é uma boa alternativa alguns jogos, principalmente em casa.


O Coritiba foi nulo diante do São Paulo no primeiro tempo. Deu espaços e não conseguiu ficar com a bola. Mas cresceu na segunda etapa com as entradas de Negueba e Esquerdinha. Adiantou a marcação, diminuiu e conseguiu criar mais. Até chegou a ameaçar um empate, mas falta qualidade ao time. Falta mais recurso. O time se limita à inspiração de Marcos Aurélio. O baixinho novamente foi o destaque do time, agora com um gol em três finalizações. A equipe toda finalizou 10 vezes. Ney Franco pode ter o retorno de alguns jogadores que estavam machucados, como Kleber e Norberto, e isso pode ajudar. E, pelo visto, o técnico terá que se virar com o que tem no elenco, o que é pouco para uma reação que deve ser urgente. Até o fim do primeiro turno, o Coritiba enfrentará Figueirense, Goiás e Vasco. Ao menos nesses duelos, o Coritiba precisa voltar a somar pontos.